terça-feira, 28 de junho de 2011

TARTARUGAS AO RESGATE

RECOLONIZAÇÃO DE ILHAS E MESMO DE CONTINENTES PODERIA PROVAR UM EFETIVO MÉTODO PARA REVERTER CATÁSTROFES ECOLÓGICAS.
David Bello
Tradução: Waldir Neto

        Os europeus fizeram suas explorações  pela ilha-nação de Mauritius adentro, e essas explorações ficaram conhecidas principalmente pela eliminação do pássaro dodo no ano de 1700. Menos conhecido foi  seu impacto sobre a ilha mauritiana conhecida agora como Ile aux Aigrettes, onde eles exterminaram camaleões gigantes e tartarugas e cortaram o ébano nativo para lenha.
      Em 1965, a imensa área desmatada de 25 hectares da ilha foi declarada como uma reserva natural. Mas, mesmo na ausência do desmatamento, as florestas de ébano de crescimento lento falharam em seu desenvolvimento. Por que? Porque elas haviam perdido os animais que comiam seus frutos e dispersavam suas sementes.  Então, em 2000 os cientistas realocaram quatro tartarugas gigantes para os arredores do atol de Aldabra em Seychelles (seja lá onde isso for!), e em 2009 um total de 19 tartarugas habitavam a ilha, comendo as grandes frutas e deixando para trás mais de 500  densos fragmentos com mudas. A equipe publicou seus resultados em abril no jornal Current Biology.
      Nessa minúscula ilha, pelo menos, a recolonização parece ter funcionado e isso incentivou outros projetos de restauração ecológica em plena sexta extinção em massa na história da Terra. Conservacionistas europeus receberam 3,1 milhões de euros para começar a trazer bisões, bovinos e cavalos de volta para terras cultiváveis "abandonadas" em locais como a Espanha Ocidental ou as Montanhas Carpatianas. Ecólogos propuseram o repovoamento de partes dos Estados Unidos com elefantes, que poderiam substituir os extintos mastodontes. *(Que beleza, hein?! Já pensou o estrago?). Os holadenses, por sua vez, já construíram o equivalente a um Parque do Pleistoceno em Oostvaardersplassen, com a adição de cavalos Konik (espécie introduzida? Nativa de onde?) e vacas Heck  para substituir os extintos cavalos e vacas. 
      Claro, os humanos têm um histórico misto de registros no que concerne à sua interferência em sistemas ecológicos naturais - a introdução do sapo de bengala na Autrália para o controle de outras pestes resultou numa marcha de destruição pelo continente afora.  "Não há garantias nas tentativas de manipulação da natureza," nota  o ecólogo Mark A. Davis da Faculdade Macalester em Minnesota. Outros argumentam que os humanos devem consertar o que estragaram.  "Não há local nesse planeta, no qual os humanos não tenham interferido, e é a hora para nos tornarmos ativamente envolvidos com engenhosas soluções", diz o biólogo-marinho Ove Hoegh-Guldberg da Universidade de Queensland, Austrália. "Nesse ponto, não há outra opção, senão a a extinção".

P.S. - As imagens são das verdadeiras tartarugas gigantes de Aldabra! Aldabra é perto de Madagascar e Seychelles o nome do arquipélago! Olha ele na foto! 









FONTE: TORTOISES TO THE RESCUE - Scientif American July 2011.


quarta-feira, 22 de junho de 2011

Mirmecocoria - na reta final

Bom, estou há dois anos quebrando a cabeça,  buscando um método que comprove a hipótese da fuga do predador para espécies arbóreas que realizam a síndrome de dispersão do tipo mirmecocórica. A literatura ecológica diz nessa hipótese, basicamente, que o fato das formigas carregarem as sementes para longe da planta parental diminui a pressão por predadores (besouros, no caso específico da planta com que trabalho) e garante a germinação da semente.

Estou trabalhando com uma espécie arbórea pioneira, bastante comum nas matas ciliares de estados centrais brasileiros como MG, RJ, SP, DF, GO, MT, MS, a Croton urucurana. A Croton urucurana é uma espécie relativamente fácil de se trabalhar, já que ela é generalista, ocorre em todo lugar. Suas sementes são  minúsculas e contêm uma pequena camada lipídica, chamada elaiossomo, que é aproveitada pelas formigas dispersoras como alimento.

Acontece que essa hipótese da fuga do predador foi raramente testada em plantas que realizam essa síndrome de dispersão e nunca foi testada em árvores tropicais.

Inicialmente eu sei que tenho que isolar as sementes do predador  em um primeiro momento e também permitir o acesso do predador às sementes, para verificar e estimar as taxas de predação.  Mas como fazer isso? Bem, um autor espanhol chamado Manzaneda, esquematizou um método para testar a hipótese da fuga do predador ao longo de uma região espanhola. Para verificar as taxas de predação, Manzaneda colou as sementes nas laterais de uma caixa de fibra de vidro, de maneira que ele pode manter e contabilizar as tentativas de predação das sementes. Fiz uma adaptação do método do Manzaneda e colei  minhas 100 sementes em uma caixa e estou esperando a alguns dias para  ver se os coleópteros resolverão aparecer para tentar mastigar algumas, mas por enquanto ainda não aconteceu nada. As diferenças entre o meu método e o do Manzaneda é que o meu além de ser muito mais simples, foi feito com expectativa de alimentar alguns besouros, predador das sementes de Croton. No caso do Manzaneda ele investigava uma planta que tinha como predador das sementes uma espécie de roedor, muito mais visível e fácil de ser identificado. Eu ainda terei que examinar minhas minúsculas sementes em um estetoscópio (lente) para ver se os predadores apareceram ou não. Além disso, consegui fazer isso somente agora no inverno, quando o metabolismo da maioria dos insetos fica mais lento. De qualquer forma fiz algumas imagens da tentativa de experimento.







quinta-feira, 9 de junho de 2011

Joisten Gaarden X Richard Dawkins

Galera,


Estou empolgadíssimo terminando de ler o livro O dia do Curinga, de Joisten Gaarden, mesmo autor de O mundo de Sofia. ( E de outro, excelente e triste chamado O outro lado do Espelho).

Nesse livro do Gaarden há um paralelo entre um mundo fantasioso e a filosofia, na vida real, e acabei encontrando nisso também um paralelo com a Teoria da Evolução das Espécies. O livro é cheio de metalinguagem, conta a história de um garotinho, filho de um filósofo que está viajando com o pai pela Europa a procura da mãe que fugiu para se encontrar e virou modelo na Grécia. Certo dia, numa padaria de uma cidadezinha um padeiro dá um pãozinho de presente para o menino e diz que tem uma surpresa. E dentro do pão o menino encontra um mini livrinho e ao longo da viagem o garotinho vai lendo o livrinho, que de certa forma parece que vai contar a história do próprio menino e  o menino tem tantas reflexões que parece que sou eu mesmo lendo a história (ou qualquer outro leitor). Metalinguagem dupla, genial!
No minilivrinho há a história de um naufrágo que chegou em uma ilha perdida no meio do Atlântico. (Vou resumir a história para não virar Spoiler e também porque vou frisar mais a parte que se relaciona à teoria da Evolução). O náufrago ficou muitos anos sozinho nessa ilha, que tinha frutas estranhas e bichos de seis patas. A única companhia do náufrago (Frode) era um baralho com 52 cartas. Depois de jogar infinitas vezes um jogo de paciência invetado por ele mesmo, Frode começa a imaginar que cada carta do baralho era uma pessoa, suas únicas companhias. Depois de alguns anos, quando as cartas do baralho já estavam destruídas pelo tempo e pela salinidade, as pessoas imaginadas por Frode começam a surgir de verdade na ilha. Primeiro um Valete de Ouros, depois um Rei de Espadas. Anões vivos com símbolos das cartas. Depois a Ás de Ouros, que é uma musa inspiradora. Durante muito tempo Frode acha que está delirando, mas um dia outro náufrago chega na ilha e vê as mesmas figuras.

As cartas de baralho vivas, viviam alienadamente, só conseguiam entender as regras de um jogo, mas não perguntavam sobre suas origens. Até que um dia surge o Curinga que não é de nenhum naipe, não é submetido a nenhum rei é apenas ele mesmo. O Curinga então percebe que aquelas pessoas daquela ilha eram muito bitoladas, organizadinhas vivendo como se fossem cartas. E certo dia resolve então perguntar para Frode porque ele achava que aquelas pessoas viviam tão organizadas, será que alguém havia criado aquilo tudo? E Frode responde. _ Pode ser que seja obra do acaso. Imagine se você jogar vários gravetos para cima eles podem cair de forma organizada. Eu sempre achei que a Teoria da Evolução e o Criacionismo são a mesma coisa, como duas faces da mesma moeda. Eu só queria que os dois lados dessa discussão deixassem de ser tão cabeça duras. Religiosos continuam acreditando que Deus é um velhinho que está no céu e criou tudo em 7 dias. Por outro lado, Richard Dawkins, principal expoente moderno da Teoria da Evolução financia um acampamento que pagará um prêmio para quem provar que Deus não existe, isso sem falar na velha máxima que diz que Charles Darwin matou Deus.  E todas as mutações que levaram a imensa biodiversidade que observamos no nosso planeta hoje, a todas adaptações e formas de vida espetaculares, são explicadas com o  que eu sempre irei achar absurdo: o random, o acaso, o estocástico.

Assim como o Frode na história. "É tudo obra do acaso!" Frode resolve perguntar então para o Curinga
-Curinga e se eu te disesse que você, e tudo isso aqui, essa ilha e essas pessoas são uma criação da minha mente, o que você faria?

E sabem o que o Curinga responde:

- Eu teria que te matar , pois preciso manter minha dignidade!

Acho que nem preciso falar mais nada.


terça-feira, 7 de junho de 2011

DOE SEU CÉREBRO, SALVE ALGUÉM!

(p.s. - O título original do texto é Donate your Brain, Save a Buck) Buck significa macho ou gamo (um cervídeo), mas não encontrei nenhuma relação no texto com gamos, machos, ou gamos machos... Não achei o contexto dessa palavra então adaptei. Vamos lá!

TEMPOS DIFÍCEIS ESTÃO TORNANDO A DOAÇÃO DE TECIDOS MAIS ATRAENTE


A grande recessão mudou a maneira de muitas pessoas viverem - e suas repercussões parecem estar alterando a forma com que algumas pessoas escolhem morrer.
Pelo menos dois proeminentes bancos de tecidos tem visto um aumento no número de indivíduos que estão interessados em doar seus corpos para pesquisa em troca de um desconto nos custos funerários.
O Instituto de Pesquisa em Saúde Grande Sol, próximo de Phoenix (EUA) recebe geralmente  algo em torno de mil requisições para fazer doações todos os anos.  Esse número aumentou em 15% desde o início da recessão em 2008, e a lista de espera para doadores tem aumentado. "As pessoas tem tido uma menor avaliação de seus 401Ks (pelo que entendi é uma espécie de seguro de vida público, nos Estados Unidos), e isso começa a pesar no orçamento doméstico das pessoas, que então começaram a buscar maneiras alternativas de fazer seus preparativos para a morte" diz Brian Browne, porta-voz do Instituto, que utiliza os tecidos doados para fazer pesquisas sobre as doenças de Alzheimer e Parkinson, dentre outras doenças. Os descontos conseguidos com essas doações, nos custos de cremação, por exemplo, podem chegar até a U$ 1.500.

O Registro de Atributos Anatômicos, uma entidade sem fins lucrativos em Glen Burnie, provê tecidos para pesquisas médicas, teve as ligações de doadores aumentadas de 150 a 250 por mês para mais de 400. "As pessoas estão escolhendo essa opção por causa dos altos custos dos funerais", diz Brent Bardsley, o vice-precidente executivo do Registro, que também atribui o aumento nas doações à crise financeira.  Bardsley  tem inclusive orientado agentes funerários a tentar ajudar famílias desesperadas incapazes de pagar todos os custos de um funeral.  Uma pequena melhora nesse último acordo poderia ser traduzido como uma importante contribuição para a ciência.


(Agora alguém me explica o que isso tem a ver com Ecologia de Populações?!!!)

FONTE -  Scientific American = DONATE YOUR BRAIN, SAVE A BUCK.
Versão Brasileira Hebert Richards.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

PERDEMOS PARA O "DESENVOLVIMENTO"?

Foi aprovada hoje, pelo IBAMA a concessão para construção, instalação e funcionamento da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, estado do Pará. A empresa Norte Energia, responsável por esse desastre ecológico, dará uma contrapartida de 100 milhões de reais para projetos de conservação do rio Xingu, mas é claro, óbvio, off course que esse dinheiro será desviado e financiará projetinhos "meia boca" enquanto o restante da verba é desviada e todo um ecossistema desaparece!

A porcaria vai cobrir um trecho de 100 km do rio Xingu, e será uma das maiores do mundo!


ENTENDENDO O PREJUÌZO

A construção da usina tem opiniões conflitantes. As organizações sociais têm convicção de que o projeto tem graves problemas e lacunas na sua formação.[7][27]
O movimento contrário à obra, encabeçado por ambientalistas e acadêmicos, defende que a construção da hidrelétrica irá provocar a alteração do regime de escoamento do rio, com redução do fluxo de água, afetando a flora e fauna locais e introduzindo diversos impactos socioeconômicos. Um estudo formado por 40 especialistas e 230 páginas defende que a usina não é viável dos pontos de vista social e ambiental.[28][29][30]
Outro argumento é o fato de que a obra irá inundar permanentemente os igarapés Altamira e Ambé, que cortam a cidade de Altamira, e parte da área rural de Vitória do Xingu[28]. A vazão da água a jusante do barramento do rio em Volta Grande do Xingu será reduzida e o transporte fluvial até o Rio Bacajá (um dos afluentes da margem direita do Xingu[31]) será interrompido. Atualmente, este é o único meio de transporte para comunidades ribeirinhas e indígenas chegarem até Altamira, onde encontram médicos, dentistas e fazem seus negócios, como a venda de peixes e castanhas.[28][32]
A alteração da vazão do rio, segundo os especialistas, altera todo o ciclo ecológico da região afetada que está condicionado ao regime de secas e cheias. A obra irá gerar regimes hidrológicos distintos para o rio. A região permanentemente alagada deverá impactar na vida de árvores, cujas raízes irão apodrecer. Estas árvores são a base da dieta de muitos peixes. Além disto, muitos peixes fazem a desova no regime de cheias, portanto, estima-se que na região seca haverá a redução nas espécies de peixes, impactando na pesca como atividade econômica e de subsistência de povos indígenas e ribeirinhos da região.[28]
Segundo documento do Centro de Estudos da Consultoria do Senado, que atende políticos da Casa, o potencial hidrelétrico do país é subutilizado e tem o duplo efeito perverso de levar ao uso substituto da energia termoelétrica - considerada "energia suja" e de gerar tarifas mais caras para os usuários, embora o uso da energia eólica não tenha sido citada no relatório. Por outro lado, o Ministério de Minas e Energia defende o uso das termoelétricas para garantir o fornecimento, especialmente em períodos de escassez de outras fontes.[33]
O caso de Belo Monte envolve a construção de uma usina sem reservatório e que dependerá da sazonalidade das chuvas[33]. Por isso, para alguns críticos, em época de cheia a usina deverá operar com metade da capacidade, mas, em tempo de seca, a geração pode ir abaixo de mil MW, o que somado aos vários passivos sociais e ambientais[34] coloca em xeque a viabilidade econômica do projeto

IMPACTOS IDENTIFICADOS PELO IBAMA
  1. Geração de expectativas quanto ao futuro da população local e da região;
  2. Geração de expectativas na população indígena;
  3. Aumento da população e da ocupação desordenada do solo;
  4. Aumento da pressão sobre as terras e áreas indígenas;
  5. Aumento das necessidades por mercadorias e serviços, da oferta de trabalho e maior movimentação da economia;
  6. Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da população na área rural e perda de atividades produtivas;
  7. Perda de imóveis e benfeitorias com transferência da População na área urbana e perda de atividades produtivas;
  8. Melhorias dos acessos;
  9. Mudanças na paisagem, causadas pela instalação da infra-estrutura de apoio e das obras principais;
  10. Perda de vegetação e de ambientes naturais com mudanças na fauna, causada pela instalação da infra-estrutura de apoio e obras principais;
  11. Aumento do barulho e da poeira com incômodo da população e da fauna, causado pela instalação da infraestrutura de apoio e das obras principais;
  12. Mudanças no escoamento e na qualidade da água nos igarapés do trecho do reservatório dos canais, com mudanças nos peixes;
  13. Alterações nas condições de acesso pelo Rio Xingu das comunidades Indígenas à Altamira, causadas pelas obras no Sítio Pimental;
  14. Alteração da qualidade da água do Rio Xingu próximo ao Sítio Pimental e perda de fonte de renda e sustento para as populações indígenas;
  15. Danos ao patrimônio arqueológico;
  16. Interrupção temporária do escoamento da água no canal da margem esquerda do Xingu, no trecho entre a barragem principal e o núcleo de referência rural São Pedro durante 7 meses;
  17. Perda de postos de trabalho e renda, causada pela desmobilização de mão de obra;
  18. Retirada de vegetação, com perda de ambientes naturais e recursos extrativistas, causada pela formação dos reservatórios;
  19. Mudanças na paisagem e perda de praias e áreas de lazer, causada pela formação dos reservatórios;
  20. Inundação permanente dos abrigos da Gravura e Assurini e danos ao patrimônio arqueológico, causada pela formação dos reservatórios;
  21. Perda de jazidas de argila devido à formação do reservatório do Xingu;
  22. Mudanças nas espécies de peixes e no tipo de pesca, causada pela formação dos reservatórios;
  23. Alteração na qualidade das águas dos igarapés de Altamira e no reservatório dos canais, causada pela formação dos reservatórios;
  24. Interrupção de acessos viários pela formação do reservatório dos canais;
  25. Interrupção de acessos na cidade de Altamira, causada pela formação do Reservatório do Xingu;
  26. Mudanças nas condições de navegação, causada pela formação dos reservatórios;
  27. Aumento da quantidade de energia a ser disponibilizada para o Sistema Interligado Nacional – SIN;
  28. Dinamização da economia regional;
  29. Interrupção da navegação no trecho de vazão reduzida nos períodos de seca;
  30. Perda de ambientes para reprodução, alimentação e abrigo de peixes e outros animais no trecho de vazão reduzida;
  31. Formação de poças, mudanças na qualidade das águas e criação de ambientes para mosquitos que transmitem doenças no trecho de vazão reduzida;
  32. Prejuízos para a pesca e para outras fontes de renda e sustento no trecho de vazão reduzida.
E MESMO ASSIM OS CARAS APROVAM....!!!!
O que o dinheiro não consegue?!!!!


BRASÍLIA (Reuters) - O Ibama informou nesta quarta-feira que concedeu à empresa Norte Energia a licença de instalação que autoriza a construção integral da usina hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, no Pará.
Segundo o Ibama, entre as condicionantes estabelecidas, está o investimento de 100 milhões de reais pela Norte Energia em unidades de conservação na bacia do Xingu.
A empresa assinará ainda um termo de cooperação técnico-financeira de outros 100 milhões de reais com as prefeituras envolvidas e o governo do Pará para fortalecer a segurança pública e atender o aumento da população.
A usina de Belo Monte terá potência de 11,2 mil megawatts, o que fará dela a terceira maior do mundo, atrás de Itaipu (divisa do Brasil com Paraguai) e Três Gargantas (China).
As principais acionistas do consórcio Norte Energia são as estatais Chesf e Eletronorte, do sistema Eletrobras, além da própria holding, com participação combinada de 49,98 por cento.
(Reportagem de Leonardo Goy)



ÍNDIOS

Os índios estão completamente putos da vida, pois possivelmente terão suas terras devastadas e irão se contaminar com um monte de doenças provocadas pelos distúrbios ambientais (aumento da população de mosquitos transmissores de doenças por exemplo). 64 lideranças indígenas se juntaram para protestar contra a construção da usina, mas pelo visto não adiantou muito. Um chefe indígena chegou até a enviar uma carta para o governo brasileiro ameaçando matar todos os brancos que forem construir a usina! video