segunda-feira, 30 de maio de 2011

MONSTROS DO SILURIANO

Siluriano é a era geológica que vem logo após a explosão do Cambriano (uma era geológica onde a vida evoluiu e se diversificou de uma maneira fantástica, originando os principais padrões morfológicos corporais que temos nos seres vivos hoje).

Mas é nessa era que existiam os artrópodes gigantes e assustadores. Escorpiões de 1 mt de altura , vejam os vídeos. Tem um fator dramático nas lutas pela sobrevivência representadas, mas tá valendo!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

EDUCAÇÃO AMBIENTAL, COMO NÃO?

Então pessoal, eu estava quase me esquecendo que essa é a minha linha de trabalho preferida e é por isso que faço Biologia. Trabalhei um bom tempo da minha vida, promovendo cursos de Educação Ambiental para comunidades rurais e estudantes.

Esse vídeo é sobre a história das coisas e mostra o quanto vivemos imersos em uma sociedade completamente viciada em consumir. Mas o que é feito com os resíduos gerados. O vídeo é norte americano. Nos EUA os níveis de consumo são umas dez vezes mais elevados do que aqui no Brasil, mas o exemplo serve para nos mostrar o que não devemos nos tornar enquanto nação. Os dados chegam a ser nojentos e o Brasil, com o crescimento econômico em que se encontra, tende a ir pelo mesmo caminho. Nossa realidade ainda é muito diferente da dos norte americanos, mas espero que continue assim, pois somos um dos países mais ricos em recursos naturais e no futuro é isso que vai contar. Tecnologia e bens de consumo são bons, mas depois de um tempo vira tudo sucata e lixo.

O vídeo é muito bacana, aproveitem!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

SOCIEDADE TECNOLÓGICA X FORMAÇÃO ESCOLAR.

Bom dia, comunidade!
Bom dia, Arnaldo!

Tribalistas a parte, hoje está fazendo um dia nublado aqui em São João del Rei, então resolvi escrever sobre um seminário que estou montando.

A partir da Revolução Industrial e com o surgimento do capitalismo e sua consequente dominação das relações humanas sobre o planeta Terra, uma nova sociedade se configura atualmente. Com o desenvolvimento cada vez mais acelerado da tecnologia, com celulares cada vez menores e mais rápidos, processadores cada vez menores e mais rápidos e com a internet, que se tornou um verdadeiro fenômeno nas relações comerciais e pessoais e na veiculação rápida de informações, o panorama em que vivemos é o de uma sociedade dependente da tecnologia. Se acontece alguma falha de energia, tudo para e o prejuízo econômico se instala.

A política sempre esteve por trás do cenário educacional, que acaba seguindo tendências governamentais. O que existe hoje é uma lógica mercadológica e capitalista que direciona os governos e acabou por se infiltrar nas metodologias educacionais em todo o país. Com o avanço da tecnologia cada vez mais acelerado, educação e conhecimento, do ponto de vista do capitalismo, passa a ser a força motriz e o eixo da transformação produtiva e do desenvolvimento econômico. Essa lógica capitalista, da livre concorrência por exemplo, de certa forma "contaminou" as escolas.

Existem vários elementos do pensamento capitalista permeado nas escolas.O autor José Carlos Libâneo identifica nas escolas uma "pedagogia da concorrência". Segundo o autor busca-se hoje eficiência pedagógica por meio da eficiência e de resultados avaliados por meio da produtividade. Podemos identificar essa pedagogia da concorrência instalada nas escolas nos seguintes exemplos:

-Avaliação constante dos resultados (desempenhos) obtidos pelos alunos, resultados que comprovam a atuação eficaz e de qualidade do trabalho desenvolvido na escola;

- Estabelecimento de rankings dos sistemas de ensino e das escolas públicas ou privadas, que são classificadas/desclassificadas;

- Criação de condições para que se possa aumentar a competição entre escolas e encorajar os pais a participar da vida escolar e escolher entre várias escolas;

- Ênfase sobre a gestão e a organização escolar, com a adoção de programas gerenciais de qualidade total;

-Estabelecimento de formas inovadoras de treinamento de professores, tais como educação a distância;

- Descentralização administrativa e do financiamento, bem como do repasse de recursos, em conformidade com a avaliação do desempenho;

- Valorização da iniciativa privada e do estabelecimento de parcerias com o empresariado;

- Repasse das funções do Estado para a comunidade e para as empresas.

O autor escreve ainda que essa lógica mercadológica inserida nas escolas, fere os princípios como a formação moral, a formação de um cidadão integral, solidário e atuante na sociedade em que está inserido. Em vez de um projeto educacional para a inclusão social e para a produção da igualdade, adota-se uma lógica da competição em que a equidade, ou melhor, a mobilidade social é pensada sob o enfoque estrito do desempenho individual.

Libano identifica os objetivos para uma educação pública de qualidade diante dos desafios da sociedade contemporânea. Segundo o autor, é papel da escola formar o estudante para atuar na sociedade dependente de tecnologia e ao mesmo tempo preparar o cidadão para a igualdade e a diversidade.

Com base nesses objetivos educacionais identificados pelo autor, fizemos uma breve pesquisa nas escolas de São João del Rei, com intuito de descobrir se a realidade escolar se aproxima desses objetivos. Infelizmente chegamos a conclusão que o ensino público brasileiro hoje não oferece nem a capacitação tecnológica e muito menos a formação moral. Identificamos um avanço, que é a familiariedade das escolas com recursos tecnológicos como data-shows, salas de vídeos e laboratórios de informática. Todas as escolas da cidade possuem esses recursos, algumas mais organizadas outras menos, mas todas já possuem os recursos tecnológicos. Mas acontece que ainda é uma novidade, um bicho-de-sete-cabeças para a maioria dos professores e alunos. O governo do Estado capacita alguns professores para lidarem com computadores, por exemplo, mas a realidade é que essa capacitação não é efetivamente repassada para os estudantes. Eles recebem uma orientação ou outra, mas não são devidamente treinados para lidar com tecnologia, exigência do mercado que mais tarde terão que enfrentar! Quanto à formação moral dos estudantes (primordial e papel das escolas, segundo autoridades em Educação), o que vemos na verdade são aulas de Educação Religiosa disfarçadas. A Educação Religiosa é proibida pelo Estado, que diz que a Escola não pode ter religião, mas principalmente aqui em Minas Gerais o que mais encontramos são escolas cheias de dogmas católicos. A imposição de uma religião no âmbito escolar gera segregação, sempre haverá um ou outro de uma religião menos popular, e segregação é o princípio da violência. A formação moral acontece por meio de outras atividades desenvolvidas de forma transversal, atividades neutras, que ensinem ao aluno o respeito a diversidade, a igualdade de gêneros, a preservação do meio ambiente, o amor ao próximo independentemente do credo religioso.

É muito triste estudar isso, saber os princípios de uma Educação ideal, mas perceber que a realidade ainda é extremamente distante disso!

FONTE: EDUCAÇÃO ESCOLAR: POLÍTICAS, ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO. A Educação escolar pública e democrática no contexto atual: um desafio fundamental. - José Carlos Libâneo.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O PECULIAR AMOR DOS CORAIS

Deve ser bem difícil cortejar o sexo oposto quando se é séssil, o que explica o porquê dos pólipos - as menores criaturas cujos exoesqueletos formam corais - não se reproduzirem por acasalamento direto. Ao invés disso, eles lançam  milhões de espermas e óvulos no mar, onde essas células reprodutoras ficam a deriva até atingir a superfície do oceano, se colidir e formar larvas que flutuam oceano afora para formar novos recifes de coral.

Pólipos podem não ser muito exigentes quando buscam um par, mas são defensores ferrenhos e bons observadores da passagem do tempo. Os pólipos em um recife de corais lançarão seus óvulos e espermatozóides simultaneamente em rajadas eufóricas apenas uma, ou talvez algumas, noites consecutivas no ano - e eles costumam fazer isso muito rapidamente após o por-do-sol em tardes das quais a noite que se seguirá será de lua cheia. Os cientistas estão agora começando a solucionar o mistério dessa façanha de lançar simultaneamente óvulos e espermatozóides na água.

Devido ao fato dos pólipos não possuírem um sistema nervoso central, os cientistas tem estado numa busca sem resultados no sentido de entender como os pólipos individualmente se coordenam uns com os outros. Um recife geralmente seleciona um dia durante a lua cheia, no verão, para lançar, durente 20 minutos ou mais, durante as horas do crepúsculo. Entretanto os cientistas ainda tem que entrar em um consenso sobre como os corais sabem em qual mês desovar. Alison Sweeney, uma bióloga evolucionária da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, EUA, escolheu uma questão ainda mais específica: Como os corais escolhem o momento preciso da desova?

Seeney suspeita de que uma mudança no tom da cor do céu durante o crepúsculo, quando o céu deixa de ser vermelho e passa a se tornar azul, é a deixa para os corais desovarem.  Antes de uma lua cheia a lua atinge o céu antes do pôr-do-sol e, refletindo a luz rubra do sol poente, faz com que todo o céu se torne gradativamente avermelhado. Logo após uma lua cheia, quando o pôr do sol precede o nascer da lua. a lua não está mais lá para refletir o matiz rosado, e então o crepúsculo torna-se mais azulado.

Para testar a sua hipótese, Sweeney levou uma equipe da Universidade da California  para as Ilhas Virgens em Agosto de 2009. Eles observaram um recife de elkhorn, um coral caribenho comum, durante seis tardes próximo da época na qual eles pensaram que haveria liberação de óvulos e espermatozóides. Nas proximidades do recife eles penduraram um cabo ótico, até a profundidade em que o recife se encontrava - cerca de 2,5 metros abaixo da superfície - e esse cabo era conectado a um espectrofotômetro flutuante (!). Eles notaram mudanças na cor do oceano a cada crepúsculo. Sem dúvida o oceano refletia a cor do céu. Os corais lançaram os gametas na água durante crepúsculos com azul radiante: a terceira e a quarta noite depois de uma lua cheia, entre 9:20 P.M. e 9:50 P. M.

(Desculpa aí, galera, não soube converter esses horários direito, mas imagino que se fosse aqui no nosso hemisfério seria algo entre 18:20 e 18:50hs!)

Seeney, cuja equipe relatou seus resultados em Fevereiro no Jornal de Biologia Experimental (Journal of Experimental Biology), acredita que assim como os ouriços do mar (que também tem sua reprodução associada aos ciclos lunares), os corais de elkhorn "enxergam" as mudanças na cor do céu e do oceano através de sua pele, que contêm fotorreceptores do tipo encontrado nas retinas humanas.

Ela ainda não tem certeza absoluta, do porquê dos corais preferirem matizes azulados em detrimento dos vermelhos. Mas quando os receptores reconhecem as cores certas, uma reação bioquímica provavelmente ondula por todo o coral com o comando - agora!

(Texto original de Rebecca Coffey).



(P.S. Nota Pessoal - Muito curioso e interessante! É muito curioso mesmo a maneira como os pólipos lançam ao mesmo tempo seus gametas na água, o que garante  a reprodução, apesar de ser de uma maneira não convencional. Mas assim como a Sweeney, fiquei boiando! Não consegui associar uma cor a uma reação fisiológica do pólipo! Mistérios e sincronias da natureza! )

FONTE: Scientific American - Coral in Love - Why they spawn only at twilight.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Colisão de Asteróides!

Olá leitores!

Muito bem, um certo professor aí das Ecologias resolveu casar e largou o impacto do asteróide no último momento! Não deu nem tempo pra civilização terráquea se preparar! Mísseis? Não, boicote! Queremos mais prazo.

Enquanto a civilização terráquea se prepara para receber o impacto do Fernando Azevedo, deixa eu fazer uma tradução prévia do texto que estamos trabalhando em aula.

Não sei a data de publicação do texto que tenho em mãos, mas se for recente, no dia 13 de Junho um asteróide gigantesco, conhecido como 2007 XB10, com um diâmetro de 1,1 kilômetros - e o potencial para causar um dano de proporções globais - passará muito próximo da Terra, a uma distância de 10.6 milhões de kilômetros, o equivalente a 27 vezes a distância da Terra à Lua! A muitos anos que na História da Terra, não surge um asteróide gigante, que possa reescrever nossa história (geológica e cultural também!). A má notícia é que nos próximos 200 anos podemos esperar que pequenas rochas explodam na atmosfera, com força suficiente para devastar uma cidade pequena.

Um Obejto que se Aproxima da Terra (NEO- do inglês Near Earth Objetct) é um asteróide ou cometa que se chega a uma distância de 195 milhões de kilômetros do planeta. Em 2009 a NASA identificou 90 NEO se aproximando a uma distância equivalente a cinco vezes a distância da Terra à Lua e outros 21 NEO que se encontravam a uma distância equivalente a distância da Terra à Lua, ou até menos.  Existem os caçadores de NEOs que tipicamente detectam esses objetos como pequenas manchas que surgem em imagens feitas do espaço e esses lampejos momentâneos podem tornar difícil o cálculo da órbita desses objetos. Assim sendo, os pesquisadores podem fazer apenas inferências de um impacto enquanto aguardam dados mais concretos.

A NASA identificou 940 NEOs com um quilômetro ou mais de diâmetro (!!!) (cerca de 85 % do total estimado com esse tamanho), mas nenhum irá colidir com a Terra. (O NEO que varreu os dinossauros da Terra tinha cerca de 10 kilometros de largura).

A maior ameaça agora são as rochas menores de acordo com um relatório recente do Conselho Nacional de Pesquisas Norte Americano. Esses asteróides e cometas - 100 mil ou mais desses objetos medindo 140 metros ou mais - são pequenos demais para causar um Armagedom, mas mesmo os menores, ao se colidir, poderiam gerar uma energia de impacto equivalente a 300 toneladas de TNT.

E esses eventos ocorrem em média com uma frequência muito maior ( a cada 30 mil anos ou mais para um objeto com 140 metros de diâmetro) do que o impacto com um objeto com um quilômetro de diâmetro (a cada 700 mil anos).

Dado o perigo possível, o Congresso Norte Americano ordenou, em 2005 que a NASA encontrasse 90 % de tais NEOs até 2020. Mas cortes na receita do Congresso tornaram impossível para os cientistas a realização dessa busca. Os "caçadores de NEOs" obtem anualmente cerca de U$ 4 milhões do governo federal.

Em todo caso, em termos de riscos, pesquisadores estão pensando em termos ainda menores, porque o cenário mais provável é encontrarem NEOs com um diâmetro entre 30 e 50 metros, um "assassino de cidades", um meteoro que poderia explodir na atmosfera.

O mais famoso desses devastadores "explosivos aéreos", ocorreu em 1908 em Tunguska, Siberia. Foi um evento que devastou uma área do tamanho da cidade de Londres. A famosa Cratera de Meteoro em Barringer, Arizona, resultou de um meteorito dessa classe de tamanho.



Atualmente, algumas das melhores informações sobre explosões aéreas são mantidas pelo Departamento de Defesa dos EUA. O relatório do Conselho Nacional de Pesquisas, traz informações mais detalhadas sobre esses dados. Segundo o relatório explosões aéreas a 25 metros ocorrem a cada 200 anos.  Muitos explodem sobre os oceanos, onde o risco direto à vida é menor, mas onde o princípio de um tsunami é possível.

Essas são imagens da imensa cratera que existe no deserto do Arizona! Causada pela queda de um asteróide dos pequenos! (Se vierem um dos grandes, já era a Terra galera!)

Valeu!

FONTE: Scientific American - ASTEROID COLLISION