quarta-feira, 3 de abril de 2013

ETIMOLOGIA DA BIOLOGIA!

Urrul.... Torando nas análises! Minha pergunta geradora é "Como a linguagem da Biologia é enunciada por professores e assimidada por alunos?" A etimologia, estudo das origens das palavras, sempre foi uma das formas de facilitar a assimilação dos termos técnicos da Biologia, apesar de não ser suficiente para a compreensão de funções e interrelações entre os conceitos. Mas é uma boa curiosidade. Por que cromossomo se chama cromossomo? E de onde veio Meiose e Mitose??

ETIMOLOGIA DA BIOLOGIA
Genética, Hereditariedade, Cromossomo, Transcrição, Tradução, Replicação, Mitose, Meiose, Cístron, Célula e Gametas.

1) GENÉTICA - Do grego GENETIKOS, “relativo à origem”, de GENESIS, “origem”, de GENOS, “raça, espécie”.

2) HEREDITARIEDADE - Do Latim HEREDITAS, “condição de estar apto a receber bens de um parente falecido”, de HERES, “herdeiro”. Naturtalmente, herança também vem daí.

3) CROMOSSOMO - Do Alemão CHROMOSOM, feita a partir do Grego KHROMA, “cor”, mais SOMA, “corpo”.

4) TRANSCRIÇÃO -  Do L. TRANSCRIBERE, “copiar em outro lugar”, de TRANS-, “além, através”, mais SCRIBERE, “escrever”.

5) TRADUÇÃO - Do L.TRADUCERE, “converter, mudar”, originalmente “transferir, guiar”, de TRANS- mais DUCERE, “guiar, conduzir”.

6) REPLICAÇÃO - Do L. REPLICARE, “responder, repetir”, literalmente “dobrar para trás”, de RE-, “de novo, para trás”, mais PLICARE, “dobrar”.

7) MITOSE - Do Grego MITOS, “fio de linha”.

8) MEIOSE - Do G. MEIOSIS, “diminuição”, de MEION, “menos”.

9) CIS TRANS - Do Latim CIS-, “aquém”, mais TRANS-, “além”.

10) CELULOSE- Essa palavra foi feita em 1835 pelo químico Anselme Payen, a partir de CELLULOSE, do Latim CELLULA, diminutivo de CELLA, “compartimento, peça de uma casa”, relacionado com o verbo CELARE, “esconder”.

11) CENOCÍTICO -Forrmação científica a partir do Grego KAINÓS, “novo, recente”, mais CYTÓS, “célula”.

AVE – começando pelo genérico, esta palavra vem do Latim avis, “ave, pássaro”, do Indo-Europeu awi-, idem.

PÁSSARO – do Latim passer, “pardal”. Depois a palavra se estendeu para abranger um grande número de aves.

SABIÁ – as aves que aqui matraqueiam não matraqueiam como lá… Este nome vem do nome usado para estas aves pelo Tupis, sawi’a.

CANÁRIO – chamam-se assim porque são nativos das Ilhas Canárias. Mas as ilhas não se chamam assim porque são o habitat deles, ao contrário do que se pensa.

Elas receberam esse nome (Canariae Insulae, em Latim) devido aos cães que os exploradores lá encontraram em grande quantidade ao chegarem e que eram chamados de canis.

PERIQUITO – este nome é espanhol, e deriva do estranho costume de os seres humanos colocarem os seus nomes próprios nos animais.

No caso, estas aves eram chamadas de perico, diminutivo de Pero, “Pedro”, que depois sofreu ainda mais um diminutivo em nosso idioma.

PAPAGAIO – do Provençal papagai, que veio do Árabe babaghá, o nome da ave.

CODORNIZ – do Latim coturnix. Aliás, os romanos gostavam muito de comer língua de codorniz preparada ao mel.

ANDORINHA – veio do Latim hirundo, que parece nada ter a ver com o nome atual, né? Mas a palavra passou a harundo, depois a andorine, que foi confundido com um diminutivo e deu em “andorinha”.

FALCÃO – do Latim falco. Esta palavra foi usada para designar também uma arma de fogo antiga.

GAVIÃO – talvez venha do Godo gabila, através do Espanhol gavilán.

Não fazer confusão com gavial, animal totalmente diferente; este é um crocodiliano do Rio Ganges, cujo nome deriva do Hindustani gharyal, “crocodilo”.

ÁGUIA – do Latim aquila, aparentemente o feminino de aquilus, “de cor escura”.

Os romanos tinham o adágio Aquila non captat muscas, “A águia não pega moscas”, para dizer que certos assuntos estão abaixo de dignidades elevadas.

CONDOR – do Espanhol cóndor, do Quíchua kúntur.

ABUTRE – veio do Latim vultur, possivelmente ligado ao verbo vellere, “romper, rasgar, despedaçar”, que é o que eles fazem com as presas em sua tarefa de limpar campos e matas.

URUBU – esta é do Tupi uru’wu.

CORVO – este nome é muitas vezes erroneamente usado para designar o urubu ou o abutre. Trata-se de aves extremamente inteligentes cujo nome vem do Latim corvus.
Em Roma, os ganchos que eram lançados contra navios inimigos para puxá-los de modo a se poder oferecer combate se denominavam corvus, pois eram comparados à garra dessa ave.

PELICANO – do Latim pelicanus, do Grego pelekan, talvez de pelekus, “machado”, pelo formato do bico.
Por muito tempo ele foi usado para representar o amor materno, dizendo-se que ele oferecia o seu peito para os filhotes se alimentarem do sangue do seu coração.

A verdade é mais prosaica; o que se via, na realidade, era os jovens retirando do bico inferior, elástico e de enorme capacidade, os peixes que o adulto tinha recolhido.

GAIVOTA – do Espanhol gaviota, que veio do Latim gavia.

AVESTRUZ – veio do Latim avis struthios, de avis mais struthios, “avestruz” propriamente dito, do seu nome grego, strouthion, da expressão strouthios megale, “pardal grande”.

Os gregos também o chamavam de strouthokamelos, “pardal-camelo”, devido ao seu pescoço longo.


FAGOCITOSE - G., PHAGEIN, “comer, devorar”, + KYTOS, “célula”.

NATUREZA vem do Latim natura, futuro do verbo nasci, “nascer”. Inicialmente, natureza significava “nascimento”; depois passou a significar a parte do mundo não dependente do Homem, mas também as qualidades e características inerentes a alguma coisa, inclusive o próprio Homem.

FÍBULA -  que antes era dita perônio, é o outro osso da perna, mais delgado. Vem do Grego fiboula, “broche, ponta”; aplicava-se às peças com ponta que eram usadas para manter vestimentas no lugar. Pelo formato, este osso recebeu o nome.
























11) Do G. GAMEIN, “casar”.