segunda-feira, 14 de abril de 2014

Círculo do Bakhtin: Capítulo II O biólogo Kanaev e Bakhtin

               
           O campo da Biologia ocupava uma posição de certa proeminência na União Soviética durante os anos 20. A relação entre a teoria da Evolução e o Marxismo eram intensamente debatidas e questões biológicas pairavam amplamente entre os marxistas e demais partidos russos. De acordo com Zhores Medmedev, o período entre 1922 e 1928 constitui os "anos de ouro" da ciência russa. Sob a nova política econômica de Lenin, houve um acréscimo significativo nos fundos disponíveis para pesquisa científica e educação, e uma explosão semelhante nas publicações científicas. No final dos anos 20 os primeiros expurgos contra cientistas começaria e a ciência entrava em um período de crise crescente. Com a ascensão do Lysencoismo, os anos 30 veriam uma aceleração dessas medidas, além do contato cortado entre a ciência soviética e suas contrapartes estrangeiras. Mas no começo dos anos 20 os cientistas soviéticos eram conhecidos por estarem na ponta de áreas como pesquisa genética. 
             Kanaev foi um biólogo e membro do novo círculo de Bakhtin, agora em Leningrado.

O próprio trabalho de Kanaev era inicialmente sobre genética, história da ciência e a biologia da hidra. Como estudante da Universidade de São Petersburgo, ele estudou genética com Iiuri Filipchenko. Junto com Nicolai Vavilov, Nicolai Kol stoi, Filipchenko e Chetiverikov, era nos anos 20 um dos principais pesquisadores em genética na União Soviética.
           Bakhtin e Kanaev se tornam amigos quando Bakhtin se muda para Leningrado, cidade em que Kanaev trabalhava como cientista. Eles frequentavam os mesmos círculos intelectuais e por três anos Bakhtin alugou uma casa do senhor Kanaev, que permaneceu se correspondendo com Bakhtin durante os anos de seu exílio e morte.
              Kanaev publicou um artigo com a teoria do vitalismo, que viria a influenciar a obra de Bakhtin. A teoria na verdade é inteiramente escrita por Bakhtin (Holquist). O vitalismo é uma ideia que remonta à Grécia antiga, mas voltou a ser difundida no século XIX. Basicamente é uma ideia que diz que todo ser vivo é animado por uma força intrínseca, essencial. Bakhtin já achava estranhas essas noções e pensava que os fenômenos do organismo poderiam ser reduzidos à reações químicas e à física. Vitalistas como Driesch pensavam que a vida surgia de forma abiogênica, e Driesch tentava utilizar o celenterado Hydra (que tem capacidade de se reconstituir e Driesch acreditava que era por ter uma força vital extra corpórea), enquanto o Bakhtin com seus charutos e seu olhar mais contido pensava com proximidade do que é pensado pela ciência hoje : para ele a hidra tem uma incrível capacidade de auto-regulação. Bakhtin achava o pensamento de Driesch ingenuo, pois explicava o crescimento e funcionamento dos organismos como se fossem máquinas movidas por essa força imaterial. Esse ponto de vista não pode explicar toda a dinâmica dos processos da vida, pois a explica em termos mecânicos e estáticos.  Se Bakhtin achava a visão do vitalismo sobre a vida muito fraca, qual era então a visão dele? Ele considerava a neutralidade. Neutralidade a ponto de ser uma abordagem positivista.
               Bem, o Kanaev fez uma porção de trabalhos com a hidra e ajudou Bakhtin a provar que o vitalismo não era verdade.





FONTE:
THE BAKHTIN CIRCLE :  IN THE MASTER ABSENCE -


sábado, 5 de abril de 2014

Um pouco de Filosofia da Biologia


                    Independentemente de acreditar em Deus ou em Darwin, eu consigo crer na Vida! Observando aqui o padrão de crescimento de uma muda de espada de São Jorge que minha mãe me deu, uma muda que agora já está até grandinha, mas que começou como um pedaço de planta que foi retirado de outra planta que é cultivada há exatos 31 anos, desde que nasci, comecei a refletir sobre o quanto a Vida está acima de tudo, o quanto se faz presente nesse planeta, estando conectada geração após geração, desde uma célula primitiva, coacervada, nos primórdios do planeta até os dias de hoje, numa cabeça pensante que reflete sobre si mesma ou numa planta com a incrível capacidade de crescer a partir de um pedaço de si mesma, e tudo isso através de uma ligação qu

e todos nós, seres viventes, temos desde o início dos tempos: o DNA. Eu sento, bebo um café e fico silenciosamente conversando com essa plantinha, que é praticamente uma versão vegetal de mim mesmo. Tão bonito o padrão de crescimento dela, em espiral. Uma espiral que remonta um tempo perdido além da memória humana - espada de são jorge, com suas folhas rígidas, sem dúvidas está aqui na Terra há muito mais tempo que nós seres humanos, e sem dúvidas permanecerá depois que nos auto-destruirmos enquanto espécie, pois ela além de resistente, se regenera, cresce e se adapta muito rápido. Tudo bem que o modelo do DNA já foi descrito.Tudo bem que os fisiologistas vegetais já provaram que a planta só cresce rápido em direção ao sol porque precisa realizar fotossíntese. Tudo bem que a reprodução assexuada já foi estudada em todos seus aspectos e descrita. Tudo bem a Teoria da Evolução já foi empiricamente testada e não passa de uma lei natural. Tudo bem. Mas eu não consigo deixar de achar isso mágico, encantador, fabuloso, emocionante.... divino! Essa permanência da Vida acima de todas as coisas, mesmo sobre a morte. A morte está inclusa no grande fenômeno que denominamos Vida. 

Me arrisco a falar um pouco sobre a filosofia da Biologia, que ajudará a esclarecer o meu ponto de vista. Nessa disciplina temos como uma das perguntas fundamentais a discussão do que é a individualidade? O que é um organismo? O que separa um organismo de outro? Uma membrana? Um corpo? Mas e quanto aos seres que vivem em colônias, com os corpos ligados uns aos outros, corpos que brotam de órgãos e crescem até se tornarem outro indivíduo? E quanto aos insetos eussociais (formigas, abelhas, vespas), que possuem populações inteiras, dentro de uma colônia, que são inférteis, existindo apenas para cuidar dos descendentes da Rainha, existindo não para se multiplicarem individualmente, mas para cumprir um propósito maior que elas mesmas. Alguns autores preferem chamar a colônia inteira de superorganismo. Posso ainda citar a teoria do gen egoísta (para mais detalhes procurem o texto de Richard Dawkins), que, grosso modo, diz que todo o comportamento animal, seja agressivo, comportamento de corte, cuidado parental, cooperativo, altruísta ou egoísta, tem como, digamos, uma segunda intenção, a transmissão de genes para as gerações futuras. Transmissão dos meus genes de preferência. Os leões, por exemplo, se se casam com uma leoa que já tem filhos, assassinam os filhotes do outro macho, para demarcarem seu terreno e transmitir seus genes - provavelmente melhor adaptados. Ou seja, é como se toda a diversidade, toda Evolução, estivesse agindo num sentido (sentido 3' 5' - é uma piada nerd de biólogo qualquer dia explico), no sentido de manter a vida adaptada ao planeta. E é nisso que acredito. É isso que observo, a incrível força que surge quando o assunto é manter a Vida.

A História do Corpo - parte II - Corpo e Mídia

                  Nós temos alguma espécie de câmera ou olho interno que nos permite ver o próprio corpo e os processos que ocorrem dentro dele ou construímos esses modelos mentais a partir das representações, desenhos, imagens, aulas e observações com que interagimos?
          As representações são convenções visuais, signícas que expressam alguma realidade ou esquematizam algum modelo científico.
       "Para Jodelet (1986) e Moscovici (1978), as representações sociais são formas de conhecimento do mundo, construídas a partir do agrupamento de conjuntos de significados que permitem dar sentido aos fatos novos ou desconhecidos, formando um saber compartilhado, geral e funcional para as pessoas, chamado de senso comum. Jodelet (1984) enfatiza a importância do estudo do corpo a partir da perspectiva das representações sociais, pois estas assumem um papel importante na elaboração de maneiras coletivas de ver e viver o corpo, difundindo modelos de pensamento e de comportamento a ele relacionados. Nesse sentido, Jodelet (1994) afirma que a imagem externa do corpo aparece como um mediador do lugar social onde o indivíduo está inserido. Além disso, a autora descreve o corpo também como mediador do conhecimento de si e do outro, que se estabelece a partir das relações com o outro. (GOETZ et al, 2008)"
                  O discurso é tudo aquilo que, mediado pela palavra, ou pelo signo, gera algum sentido. A mídia veicula representações em diversas linguagens, de forma abrangente e veloz. Se nos relacionamos com nossos corpos a partir das representações que percebemos e se a mídia tem um grande poder de veiculação de representações o que está sendo divulgado por essa mídia? Qual o poder do discurso sobre nossos corpos?
              Entendemos a mídia como um dispositivo pedagógico, chamado dentro da perspectiva dos Estudos Culturais de pedagogia cultural, uma vez que ela nos ensina alguma coisa, pois nos transmite uma variedade de formas de conhecimento que são vitais na formação da identidade e da subjetividade (SILVA,1999). A mídia indica modos de proceder com nossas masculinidades e feminilidades e constrói verdades por meio de múltiplas estratégias; nela, o poder é organizado e difundido em relações sociais desiguais.
       Se existem padrões de beleza que mudam ao longo do tempo e são apresentados por esse discurso midiático, como as pessoas estão se relacionando com esse padrão que é imposto? Existem doenças que surgiram com a evolução dos meios de comunicação? Anorexia e bulimia são duas enfermidades psicossomáticas (uma doença da mente que logo toma conta do corpo) que surgiram nesses tempos contemporâneos de velocidade de mudanças nos padrões de se vestir, de ser, de um consumo exageradamente estimulado. Se em um ano existe um ídolo da música ou da televisão que se torna um padrão de beleza, uma figura admirada e copiada por várias pessoas, no outro, a indústria do showbizz já lança alguma outra personalidade a ser copiada que se enquadre melhor nas tendências e padrões de beleza que se dita ou que é "mais aceito pela opinião pública". Anorexia e bulimia são o exemplo mais clássico que temos de doenças novas que surgiram em pessoas que obsessivamente tentam acompanhar essas mudanças impostas pelo mundo midiático, pela indústria da moda, por um conjunto de empresas (que vendem roupas, cosméticos, vitaminas para aumentar a massa muscular ou chás para emagrecer - e que pagam os espaços publicitários dos grandes meios de comunicação). Grosso modo, anorexia é uma obsessão por magreza, um estado  mental patológico onde a pessoa não consegue mais se alimentar corretamente e deixa de comer com uma ilusão de que precisa emagrecer cada vez mais. Bulimia é outro distúrbio no qual a pessoa não tem controle sobre o que come (eu sugeriria como uma das causas desse distúrbio as sugestões publicitárias que em muitos casos convence as pessoas a consumir mais do que realmente necessitam), e acaba ingerindo muito mais comida do que o organismo necessita e depois provoca vômitos para evitar o ganho de peso. Essa prática, cometida em excesso, acaba desgastando as mucosas do tubo digestivo podendo ocasionar problemas mais graves.
     As revistas, como parte dos meios de comunicação de massa, também se configuram como uma potente forma de ‘educar’, ou seja, de conformar corpos na sociedade, na medida em que atuam como meios de formação e de informação sobre a vida, o corpo, a ciência, sobre modos de ser e viver (FREITAS, CHAVES, 2013). As revistas podem ser consideradas como um dispositivo pedagógico não só por serem utilizadas na escola como recurso pedagógico, mas  por serem elas próprias pedagogias, ao participarem na composição da visão de mundo das pessoas, formando conceitos, que estruturam percepções, comportamentos e compreensões.
     Sendo assim, vale lembrar que nem tudo o que é divulgado em uma revista científica pode ser tomado como absoluta verdade, até mesmo porque o que chamamos de verdade é algo que foi convencionado por um grupo de pessoas. Podemos, de fato, falar mais sobre uma intenção da verdade, do que de uma verdade absoluta, propriamente dita. Todo conhecimento é produzido em determinado contexto e por convenção e repetição se torna o que chamamos de verdade. Mas nós que fazemos ciências, que pesquisamos seu ensino, sabemos que não existe uma neutralidade nessa prática, sabemos que tudo que é produzido em determinada época e contexto, atendendo a interesses de grupos restritos. Por isso é bom sempre desconfiar da informação que recebemos, seja checando as fontes ou buscando entender a qual ideologia a publicação é atrelada, pois isso determina muito a forma em que a informação é veiculada, geralmente se mostra apenas o que é relevante para enaltecer um ou outro posicionamento político. Mas como diria meu amigo Foucault - o discurso é uma prática da linguagem que exerce um efeito e esse efeito pode ser direto sobre a vida das pessoas. Na contemporaneidade, temos informações nos sendo bombardeadas a cada segundo, conhecimentos científicos que nos são apresentados de uma forma já pronta, sem que, muitas vezes, saibamos como, onde, por quem e para que foi produzido.
         Buscaremos discutir a naturalização dos gêneros fabricada em relações de poder presentes em discursos científicos, como por exemplo, nos discursos sobre evolução, genética, neurociências, bioquímica, anatomia, fisiologia, dentre outros, utilizados por cientistas e jornalistas nas revistas de forma supostamente isenta de forças sociais, culturais, políticas,  econômicas, tomados como meras descrições, explicações, conhecimento. Dessa forma, procuramos problematizar o caráter contingente dos discursos biológicos como conhecimentos produzidos em instâncias, instituições e processos culturais que estão, como qualquer outro discurso, conectados em intrincadas relações de poder. (CHAVES, 2013 adaptado)
          Assim, nossa preocupação não é com a “verdade” científica, mas analisar a força que esses discursos, proposições biológicas, possuem por encontraremse “no verdadeiro” , por formarem a complexa grade da ordem do discurso (CHAVES, 2013; FOUCAULT, 2009).
            É notável a maneira com que as representações do signo na publicidade sofre metamorfoses se consideradas as três últimas décadas (anos 80, 90 e 2000). O corpo se metamorfoseia inicialmente nos anúncios trazendo consigo signos os mais diversos. Após um intervalo de tempo, cada vez mais reduzido, as mudanças são sentidas na sociedade: na relação de cada indivíduo com seu corpo, naqueles que seriam os índices de beleza, sucesso e prazer ideais e desejáveis ao se falar de corpo.
(https://www.youtube.com/watch?v=5DJQ4G0Voq8 - Endereço do vídeo de palestra de uma bióloga norte-americana demonstrando, biologicamente, que os papéis de gênero são uma construção social humana. 
             Adriana Braga no artigo Corpo e Mídia: fragmentos históricos da imprensa feminina no Brasil, faz uma acurada análise nas publicações femininas desde suas fundações na Inglaterra do século XVII. As publicações voltadas para o público feminino sempre tiveram um caráter "aconselhador", determinando padrões e dando dicas de comportamento, geralmente sugerindo que as mulheres se comportassem como donas-de-casa, mães e subservientes à Deus e ao pai ou marido. Essas revistas eram sustentadas por publicidade das lojas de moda ou produtos femininos e seu conteúdo versava sobre saúde e assuntos relacionados ao lar. Por alguns títulos da época, carregados de um discurso conservador, O Lírio, A Violeta, A Borboleta, O Beija-Flor, A Esmeralda, A Grinalda, O Espelho pode-se inferir como a mulher era vista pela sociedade desse tempo. Em revistas mais contemporâneas, como a Nova e a Marie Claire, Swain (2001) concluiu em um estudo que essas publicações sugeriam perfis do corpo feminino em suas capas e conteúdos, geralmente de mulher heterossexual, magra ou com toques de maternidade. Um outro perfil de corpo sugerido pela revista é o de um corpo "melhorado" pela tecnologia, com cirurgias plásticas estéticas ou implantes de silicone. As revistas sugerem que o modelo corporal adotado estaria ao alcance de todas e que a beleza seria a condição essencial para o romance e a felicidade. 
           Edgar Morin (1986: 111) aponta esse caráter de conselheira das mídias, que traz “além das informações,  conselhos, e incitamentos de toda ordem”. Uma mídia que recorre a uma espécie de sabedoria leiga acerca do corpo que     associa bom senso a outros campos do saber – científico, estético, médico – na tentativa de se constituir em autoridade para falar sobre a mulher, e nessa fala, pode-se notar uma pedagogia, modos de dizer, de convencer, que visam indicar sobre esse corpo, condutas, comportamentos e técnicas próprias de seus discursos, através de suas enunciações. O conhecimento é positivado para tutorizar o modelo ideal de corpo. Tarefas que eram confiadas a outras matrizes da sociedade (almanaque, literaturas que circulavam preocupadas com a questão da performance do corpo feminino) quando se tratava da formação da mulher, vão sendo desempenhadas, em uma larga medida, pela imprensa feminina. A mídia trabalha um corpo ideal, mas subjacente a esse trabalho discursivo, ela está instituindo um ideal de corpo. (BRAGA, 2007)
O campo midiático reflete a sociedade e a cultura nas quais está inserido. Através do conteúdo e da forma de uma peça de mídia, vários aspectos da sociedade que a produz podem ser identificados. Pensada, elaborada e produzida por profissionais de uma mesma coletividade, a mídia influencia e é influenciada pela cultura que a abriga. As mídias não só interpelam os indivíduos da sociedade, como também articulam significados, construindon expectativas ligadas a identidades sociais particulares.
Sendo assim, como não temos aquele olhar interno e absoluto sobre nós mesmos, é bom estarmos atentos às impressões sobre o corpo que recebemos e nos padrões de comportamento que sutilmente nos são sugeridos. 
E o que falar do corpo que está conectado a essa supermídia, a internet? Alguns teóricos contemporâneos forjaram o termo "hipercorpo" para denomimar uma imensa quantidade de corpos, mentes e dados interconectados através da rede. Esse é um assunto novo, interessante, e que rende uma boa prosa. Por isso será o tema do próximo capítulo da história do corpo. 
Hasta!

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

BRAGA, Adriana. Corpo e Mídia: fragmentos históricos da imprensa feminina no Brasil. - 1.o Encontro Nacional da Rede Alfredo de Carvalho: Mídia Brasileira: 2 séculos de história.

SANTOS Corpo--Mídia ou Corpo--Suporte? – representações do signo corpo em publicidades de perfumes.

FOUCAULT, Michel - A ORDEM DO DISCURSO

FREITAS, L.; CHAVES, S - DESNATURALIZANDO OS GÊNEROS: UMA ANÁLISE DOS DISCURSOS BIOLÓGICOS - Revista Ensaio, Belo Horizonte, 2013.

GOERTZ, Everley; CAMARGO, Brigido - REPRESENTAÇÂO SOCIAL DO CORPO NA MÌDIA IMPRESSA - Revista Psicologia e Sociedade, 226- 236p., Florianópolis, 2008.