domingo, 2 de setembro de 2012

SOU QUEM SOU GRAÇAS AOS PROTOZOÁRIOS??


Frase clássica da Bio: Nada em Biologia faz sentido a não ser sob a luz da Evolução! Quer um exemplo? Eu não entendia o sentido do crossing over, aquele pedacinho de cromossomo que é trocado de lugar, durante a divisão celular meiótica, até estudar parasitologia. Como muitas espécies de parasitas tem afinidade genética com seus hospedeiros, o crossing over é uma estratégia evolutiva de defesa: a cada geração o material genético produzido é diferente do anterior e assim sendo o parasita não encontra afinidade e também tem que mudar o próprio material genético. Se não fosse pelo crossing over eu não estaria aqui escrevendo e nem vocês lendo, porque os malditos protozoários já teriam acabado com nossos ancestrais. Mais aí beleza, informação muito interessante, to aqui estudando um pouco do comportamento e Evolução dos insetos Eusociais (Formigas,...
abelhas, cupins). Insetos eusociais são aqueles que vivem em colonias e onde há uma geração de indivíduos férteis (Rainhas) e uma geração de indivíduos esteréis (operárias, empregadas que cuidam dos filhotes). A estrutura social é tão organizada que alguns autores chegam a teorizar que um único individuo de uma colonia não é um ser vivo, mas sim toda a colônia, pois quando a Rainha morre todos os outros colonos morrem junto. Mas é questão é: Como evolutivamente isso foi possível? Como a seleção natural permitiu que uma casta que sequer se reproduz permanecesse? Uma das hipóteses diz que isso aconteceu naturalmente a partir do isolamento dos indivíduos mais jovens que eram mais fracos, foram impedidos de se reproduzir e então passavam a cuidar dos filhotes... Mas na comprovação dessa hipótese adivinha em quem eu esbarro? Nos verdadeiros e malditos reis do mundo: os protozoários! Vejam:
“Em cupins deve ter havido uma pressão ecológica adicional para permanecer em casa. Estes insetos digerem celulose através de protozoários que vivem em seus intestinos e precisam ser passados, literalmente, do ânus para a boca de uma geração para outra. Assim, em ancestrais, os jovens cupins tinham que permanecer em casa até estarem completamente infectados com protozoários que digerem celulose. Como uma provocativa observação a parte, vale a pena mencionar a sugestão feita por Richard Dawkins (1979) de que a eusocialidade em cupins evoluiu porque os protozoários manipularam os cupins para que permanecessem em casa, de modo a construir um ambiente ideal no qual os protozoários pudessem crescer e replicar!”
Maldito protozoários! Peguem-nos!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

ENTOMOLOGIA AS AVESSAS

Tive um sonho estranho essa noite. Sonhei que o mundo inteiro tinha mudado. A civilização humana já não mais existia. Nada de carros, nada de cidade, universidade, comércio, trânsito. Nada de nada. Apenas as coisas como eram no início. Florestas. Montanhas. Oceanos.

Eu estava nú, mas não sentia frio. De repente notei que a população humana não tinha sido devastada, apenas havia passado por uma mudança. Radical. As pessoas eram em número muito maior, e se aglomeravam a minha frente, todas nuas e com sinais de maus tratos. Magras, sujas, assustadas...

Minha barriga reclamou por comida e foi quando me dei conta de que nesse lugar não tinha nenhuma. Tentei me desvencilhar da multidão, mas estava num lugar meio apertado, uma espécie de clareira, eu não via saída. E foi então que aconteceu... Uma estrutura gigantesca de um material parecido com plástico veio rápido do céu e me prendeu numa espécie de cilindro gigante. Aliás é plástico mesmo.  Junto com mais seis ou sete humanos, comecei a sentir toda essa estrutura tremer. Olhei para o céu, mas não havia mais céu, apenas algo que parecia uma enorme tampa. Todos gritaram quando o cilindro gigante se moveu e pareceu deixar o solo. O movimento foi brusco e caí de lado. Apoiado na parede lateral da minha nova prisão, tentei olhar o exterior mas tudo que conseguia enxergar era um imenso desenho letras garrafais: MIRIAPODES INSTANTANEOS. Miríapodes instantaneos? Quem será que fabricou essa bizarrice?

Foi então que o cilindro gigante sacudiu novamente e em meio aos gritos dos outros humanos pude divisar um pouco do mundo lá fora. Mas não, não pude acreditar.  Me equilibrando como podia, corri para a outra parede do cilindro gigante onde não havia anúncio e eu poderia enxergar melhor. Mas mesmo enxergando melhor não quis acreditar: Coleópteros e Hexápodes gigantescos carregavam o cilindro gigante e se eu não estivesse numa situação tão ensandecida, diria que vi sorrisos nas probóscides e um brilho maroto nos olhos múltiplos.

Chegamos em algum lugar, pois a estrutura cilindríca gigante parou de sacudir. Durante o trajeto eu escutava apenas zumbidos, mas de repente esses zumbidos começaram a fazer sentido e pude entender o que falavam:

- Muito bem, Louva-Deus, conseguimos alguns espécimes para nossa coleção!
- Também acho ótimo Besouro, mas esse nosso professor de Humanologia é exigente, sabe disso né?
- Claro.
- Fico com pena dos bichinhos, acho que devíamos matá-los de uma vez!

Humanologia? Matá-los?! Caralho, que papo é esse?, pensei. Imediatamente me acuei em um canto e reservei todas as energias para a fuga, assim que aquela tampa gigante se abrisse. Continuei ouvindo as vozes lá fora:

- Dizem que humanos ficam mais bonitos quando espetados em todas as vertébras e com os membros bem esticadinhos!
- Eu sei, vim à aula. Mas olha, Louva-Deus, vamos ser bem rápidos, porque se dermos tempo pra eles agonizarem, nossa coleção vai ficar péssima. E olha que a Joaninha e a turma dela já tem uma coleção de humanos completinha!!! Não vamos perder essa né?
- Não mesmo.

Nesse instante senti que o cilindro gigante iria se abrir. Eu estava num canto, perto da tampa e assim que senti a abertura pulei de canto e comecei a correr com todas as forças... quando uma PERNA gigante me apanhou!!

- Ah, Besouro, olha como esse espécime é bonitinho. Por pouco não o perdemos.

Comecei a me debater. Queria chorar, mas não dava pois os pelos tácteis da perna do Louva Deus me faziam cócegas! Enquanto me debatia, pude ver que os outros dois coleópteros gigantes retiravam as outras pessoas de dentro do cilindro. Eles haviam nos levado para uma rocha tabular muito grande e ali haviam inúmeros alfinetes gigantescos!!

- Olha Louva-Deus vou te mostrar como se espeta humano! - Nesse momento o gigantesco besouro pegou um alfinete gigante e cravou, com ajuda de um martelo, nas costas de uma bela moça que se debatia. A moça morreu na hora e um jato de sangue imenso jorrou.
- Arrrghh que nojo desse sangue humano. Rápido, me passem os outros alfinetes, preciso terminar de espetá-la e manter as pernas bem abertas! Esse sangue depois a gente limpa. Ah, e esse espécime aí na sua mãe Louva-Deus? Passa ele pra cá, que ele tá bem gordinho e vai ficar lindo na nossa caixa!!
- Claro!

O Louva-Deus me passou para as mãos do Besouro, bem mais ásperas. Angustiado, olhei ele pegar o alfinete gigante e o martelo. Ele me virou e me deitou de costas, mas pude ouvir o ranger do alfinete se aproximando quando...

Acordei todo suado, gritando.

- Nããããão!!!!! - Olhei ao meu redor e percebi que as coisas haviam voltado ao normal. Estava no meu quarto, com minhas coisas minha cama quentinha e nenhum inseto, nem gigante e nem normal me perturbavam. Olhei no relógio. - Meeerda!!!! To atrasado pra aula de Entomologia! Ainda bem que tenho um monte de insetos dentro de um pote prontinhos pra serem espetados!!!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

BIOGEOGRAFIA

   Ok, é o estudo da distribuição dos seres vivos ao longo do gradiente geográfico. Mas será apenas isso? A biogeografia investiga como cada população se instalou no habitat onde vive atualmente. Quais as forças de dispersão que fazem com que uma espécie seja abundante em um local e rara em outro? Como acontece a distribuição e abundância em ilhas e no continente? Há diferença entre esses dois ambientes? A radiação e especiação é mais frequente em ambientes aquáticos ou terrestres?

É, caros leitores, são muitas perguntas, vários anos de investigação, pesquisa e estudo e algumas respostas.

Segundo a Wikipedia:

"A Biogeografia, é a ciência que estuda a distribuição geográfica dos seres vivos no espaço através do tempo, procurando entender padrões de organização espacial e processos que resultaram em tais padrões. A Biogeografia é entendida hoje como mais do que simplesmente visualizar a distribuição dos organismos no espaço. A visão descritiva e narrativa baseada em movimentos de dispersão de fauna e flora que dominou o pensamento científico até 1970 está em desuso. A partir da ideia de que as áreas mudam no tempo, e que esta mudança pode estar atrelada a mudança na forma dos organismos que habitam estas áreas esta alicerceada a Biogeografia Histórica. Fatores mais finos, especialmente os abióticos, que ajustam os limites de ocorrência dos organismos são utilizados para modelar e predizer a distribuição das espécies, formando a Biogeografia Ecológica. Biogeografia é uma ciência multidisciplinar que relaciona informações de diversas outras ciências como biologia, geografia, climatologia, geologia, ecologia e evolução. Os métodos biogeográficos podem ser aplicados como ferramentas para a escolha de áreas com o propósito da conservação."

A Biogeografia Histórica é algo que remonta a Paleontologia, buscando evidências fósseis e palinológicas (fósseis de pólens), dos locais onde as espécies viveram no passado e as razões de estarem em seus hábitats atuais. Já a Biogeografia Ecológica irá analisar as relações que existem entre as diferentes populações, em seus respectivos habitats.

A Biogegrafia Evolutiva meio que junta os conceitos das outras Biogeografias e analisa essa distribuição (e relações ecológicas, efeitos de especiação e dispersão) sob um viés evolutivos
 
Wallace foi um naturalista do século XVII que observou pássaros do arquipelágo Malaio. Ele notou a diversidade de espécies nessas ilhas, muitas filogeneticamente próximas, ou seja, semelhantes na morfologia. Wallace observou que as aves que estavam situadas mais ao Norte, próximas do continente asiático, se pareciam mais com as aves desse continente, enquanto as que habitam regiões mais ao sul se assemelhevam mais com as aves do continente australiano. Ele observou então que os aspectos evolutivos também seguiam uma determinação geográfica.
 
Com base em alguns critérios de distribuição de espécies conforme sua localização geográfica, a Terra foi dividida em algumas Regiões Biogeográficas. Vejamos:
 
Bom, em Violeta, nós temos a Região Neoártica, que compreende América do Norte, México e Groelândia.

Em Marron está representada a Região Neotropical que abrange toda a América Central e a do Sul e também a Flórida e as Ilhas do Caribe.

Em Verde teremos a Região Paleártica - Ásia, Europa, Norte da África até o Deserto do Saara, Península Arábica, Japão e China.

A área Vermelha delimita a Região Indomalaia - Com subcontinente Indiano, sul da China, Filipinas, Indochina e Indonésia Ocidental.

Em Marron Claro a Região AfroTropical. - África ao sul do Saara, e Península Arábica.

Em Cor de Burro quando Foge   Região Australiana - Indonésia Oriental, Austrália e Nova Zelândia.

Existe ainda a região Antártica.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Balada da Véliger ou Como o Gastropode sofreu torção!

Garstang,  em 1928 observou a torção dos moluscos e imaginou como e por que aquele fenomeno evolutivo havia acontecido. Comparando a pequena véliger destorcida que escondia suas partes moles na concha à uma frágil embarcação, Garstang elucida de forma muito divertida o processo de torção dos moluscos. Não pude deixar de musicar a balada.

sexta-feira, 16 de março de 2012

TECTÔNICA DE PLACAS

Assunto central das ciências geológicas atualmente. A teoria da Tectônica de Placas foi proposta por Albert Wegener em 1920 e basicamente diz que os continentes já estiveram juntos no passado e se deslocam por sobre a superfície terrestre.  Em 1860 (salvo engano de datas) Isaac Newton já tinha notado que as bordas dos continentes sul-americano e africano eram muito semelhantes, supostamente como partes de um encaixe. Mas no século XIX, as idéias religiosas acerca da criação da Terra ainda eram muito influentes e portanto ninguém acreditou que a configuração do planeta poderia ter sido diferente em épocas passadas. Em 1920 Wegener novamente levanta essa discussão e apesar de ter encontrado uma série de evidências paleobotânicas e geológicas (populações de espécies vegetais muito próximas filogeneticamente - as vezes sendo a mesma espécie, noutras uma pequena variação em subespécies vivendo em locais muito distantes; cadeias rochosas que terminam em um continente e continuam em outro.), sua teoria é desacreditada porque ele não consegue comprovar qual o mecanismo que moveria os continentes.

A partir dos anos 60, com o desenvolvimento de tecnologias de exploração submarina e de exploração das camadas internas da crosta terrestre, é descoberto o mecanismo que move as placas tectônicas e validada a teoria de Wegener. Com a descoberta de uma camada dúctil, maleável, sob a crosta superficial, a astenosfera, ficou elucidada a pergunta de como as placas se moveriam sem se racharem, já que são rígidas. As placas deslizam sobre uma massa maleável e dessa forma não quebram. Já a movimentação das placas em si, acontece a partir de um processo um pouco mais elaborado e profundo. O processo ocorre sob os oceanos. Na astenosfera existem concentrações de magma, (rocha derretida fundida em parte pelo calor interno da terra e em parte por parte da crosta oceanica, que no processo de subducção mergulha por baixo da crosta continental e nessa colisão parte da crosta se funde e vira magma), e esse magma fica a uma certa profundidade. Conforme vai se  aproximando da superfície, esse magma esfria e desce novamente, gerando um  ciclo. Esse ciclo é chamado corrente de convecção, e essas correntes, de esfriamento e esquentamento do magma, como um motor, movem as placas tectônicas, numa velocidade média de 2 a 3 cm por ano.





O Ciclo de Wilson diz que a cada 250 milhões de anos, aproximadamente, os continentes se juntam e se separam. Da última vez que os continentes estiveram juntos, formavam um supercontinente denominado Pangea, num oceano gigantesco chamado Pantalassa. Depois houve uma divisão e ao norte existia a Gondwana e ao sul a Laurásia. E depois disso os continentes foram se distanciando, distanciando, sendo movidos pelas correntes de convecção até configurarem o planeta como o conhecemos hoje, a era geológica que chamamos de Quaternário.






Hoje sabe-se que todos os continentes estão sobre limites de grandes placas chamadas Placas Tectônicas. O Brasil é um país com poucos terremotos e pouca atividade vulcância porque está localizado bem ao centro da Placa Sul-Americana. Países afetados por maremotos, terremotos, tsunamis e vulcões, geralmente estão sobre o encontro dos limites entre duas placas e por isso grande atividade sismológica. O Japão é um dos países com mais catástrofes porque está situado sobre o encontro entre três placas tectonicas.


quinta-feira, 8 de março de 2012

FILO MOLLUSCA

Bom, seres de corpo mole com alguns caracteres em comum e muitas curiosidades a serem exploradas. São protôstomios (celomados, sem notocorda muito menos coluna, clivagem espiral do blastóporo), mas além disso se agrupam nesse filo por possuírem em comum características que foram descritas em um ancestral hipotético. Esse ancestral nunca foi visto por ninguém, não há evidência fóssil escavada por nenhum paleontólogo, mas é um modelo utilizado por razões didáticas por demonstrar os caracteres comuns à todo o grupo. Dentre essas características comuns está, por exemplo:

Rádula - É uma espécie de anel dentado na cavidade bucal dos moluscos. Há um esqueminha que envolve uma musculatura inferior a esse órgão, que protai e retrai e  anel dentado de forma a buscar e triturar o alimento.

Odontóforo - Estrutura cartilaginosa que sustenta a rádula e acompanha o movimento de entrar e sair da cavidade bucal do molusco.

Músculos Protatores e Retratores do Odontóforo - Ficam por baixo do odontóforo e dão a movimentação ao esquema. (Pra frente e pra trás).

Manto - Tecido que recobre o corpo do molusco. A partir do filo Monoplacophora secreta a concha.

Cavidade do Manto - É uma depressão na bundinha do molusco (do Molusco Ancestral, nos moluscos viventes atualmente, com a torção, a cavidade do manto passou a ser anterior.) por baixo do manto, onde se situam alguma estruturas importantes, como as branquias por exemplo.

Pé Longitudinal Ventral - Todo mundo do grupo tem. Um pézão ao longo de todo o corpo, que permite a movimentação do bicho.

Os bichos tem uma circulação semi-aberta. (Não é tão fechada quanto nos outros grupos animais, mas é divida em regiões superior e inferior.), possuem dois nervos principais, um pedal e um visceral, e excreção por pequenos canais chamados nefrídeos e brânquias modificadas chamadas ctenídeos.

É errada a idéia de que os moluscos maiores e mais derivados evoluíram daqueles que são mais simples. O que existem são vários grupos que se diversificaram em diferentes momentos evolutivos, alguns grupos apresentando características mais pobres e outros mais complexas. Não encontrei na net o cladograma do grupo, o que tornaria mais clara a explicação, mas vou dar uma explanada rápida nas principais classes desse filo, da mais simples para a mais complexa.

SUPER CLASSE DOS APLACOPHOROS.

É toda a galera molusca que não tem conchas, que não secretam conchas dos mantos.



CLASSE CAUDOFOVEATA - São uns moluscos meio nada a ver, são vermiformes, bentônicos (fundo de mares), se parecem com Schistosoma (Mas não são, não vamos confundir!) pois têm dimorfismo sexual (Macho de um jeito, femea de outro). Possuem uma cavidade pedal, vivem enterrados no substrato aquático. Possuem a aparelhagem interna muito semelhante aos outros moluscos, ou seja, também têm rádula, odontóforo, ctenídeo, nefrídeos, manto e tudo mais.




CLASSE SOLENOGASTER. Outro grupo de moluscos estranhos. Algumas espécies parecem uma linguiça, não tem concha mas são recobertos por espículas calcárias secretadas pelo manto. Dependendo da espécie, as cutículas podem se entrelaçar e formar uma proteção ou mesmo um exoesqueleto. Possuem um órgão sensorial denominado vestíbulo. Argh.... Eles comem cnidários, sugando seus fluídos corporais ou comendo os tecidos. Eles não utilizam a rádula para capturar presas, como fazem os outros moluscos.  Muitas espécies já estão extintas.


CLASSE MONOPLACOPHORA - Galera, esse grupo era considerado totalmente extinto até o ano de 1952. Como eles vivem entre 5.000 e 7.000 metros de profundidade no mar, até esse ano existiam somente registros fósseis do Devoniano e do Permiano. Eles já haviam, na verdade, sido capturados em 1896, espécie Verolipilinia zografi, só que na época foram considerados arqueogastrópodos. Mas em 1983, 87 anos após a captura, foram realocados entre os monoplacophora. Em 1952, um biólogo chamado Danish Lenche, capturou alguns espécimes em águas profundas da Costa Rica. Essa espécie foi batizada de Neopilinia galatheae. Danish declarou que essa descoberta foi uma das maiores sensações do século! E é verdade. Em 2008 já haviam descrito mais 31 espécies dessa classe, todas habitantes de águas profundas.



CLASSE POLIPLACOPHORA - É uma classe com indivíduos um pouco mais elaborados, que secretam uma concha com características metaméricas. Essa questão da metameria é uma discussão "quente" no campo da Evolução dos Moluscos, porque apesar de ter características metaméricas (conchas segmentadas e organizadas em oito placas, pés ventrais que acompanham a segmentação das placas, larva trofária com segmentações...), não são considerados seres metaméricos. Alguns evolucionistas consideram que a metameria é uma característica que surge a partir dos anelídeos. Mas é fato que a metameria está presente nesses dois grupos (Monoplacophora e Poplyplacophora) e misteriosamente não está nos grupos mais complexos. A perda de caracteres também pode ser vantagem evolutiva, mas qual seria a razão dessa perda? Os ´Polyplacophora são popularmente chamados de Quítons. E algumas espécies são psicodélicas pra caramba, vejam isso:








CLASSE GASTRÓPODE -  Os gastrópodes têm estomâgos nos pés, é o grupo mais bem sucedido atualmente dentro de Mollusca, abrangendo os caramujos, caracóis, lesmas, bem como um grande número de formas marinhas e de água doce. Eles sofreram um processo evolutivo de torção da concha e também dos órgãos internos, mas ainda não entramos nisso em aula então trarei mais curiosidades em breve. Abaixo algumas fotos de gastrópodes curiosos. (Eu sou apaixonado pela diversidade de espécies, deleitem-se com as imagens abaixo:)












CLASSE CEPHALOPODA -  A classe cefalópode é a classe a que pertencem as lulas, polvos e chocos. São invertebrados inteligentes e rápidos. Desenvolveram um sistema de propulsão e células que mudam a pigmentação da pele, a título de camuflagem e comunicação. Os estatocistos são os órgãos do equílíbrio.  Abaixo imagens interessantes: