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Evolução em Quatro Dimensões

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Não terminei a graduação ainda, mas a ousadia faz com que me sinta já dentro do mestrado. Estou lendo um livro, em inglês pra ficar bem afiado para o momento em que isto se tornar realidade, que se chama Evolução em Quatro Dimensões, de dois autores chamados Eva Jablonka e Marion Lamb Complexo, mas bem interessante. Na minha opinião, menos chato do que alguns livro que li do Richard Dawkins, aliás esse autor merece um post aqui no RED MOSQUITO pois é um dos caras mais considerado no mundo das Ciências Biológicas e também um dos mais polêmicos! Ainda estou no meio do livro da Evolução em Quatro dimensões. Esses caras analisam a Evolução das Espécies sob quatro diferentes prismas. O primeiro é o genético, uma análise da Evolução sob a luz da herdabilidade. Depois ele analisa as consequencias da transmissão genética de caracteres sobre o metabolismo celular. Ele também faz uma análise da epigenética, que é uma coisa mais ou menos assim - Todo DNA tem potencialidade para produzir uma sér...

Valeu Ibitipoca

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 E aí moçada! Gente, final do ano passado tive a oportunidade de conhecer, junto com a minha namorada e família dela, o Parque Estadual de Ibitipoca, aqui em Minas Gerais! Sabe aquele clima de montanha, muita água, cachoeira, paredões, frio e lareira? Ibitipoca tem isso tudo e um pouco mais. Foi a primeira Unidade de Conservação organizada e próxima de alcançar um modelo correto de conservação de espécies. Pra chegar lá, saímos aqui de São João del Rei as 6 da manhã e fomos para Juíz de Fora, onde esperamos uma hora mais ou menos e depois fomos para uma cidadezinha chamada Lima Duarte. De Lima Duarte, partiríamos para uma vila que se chama Conceição do Ibitipoca (que é uma vila linda por sinal), mas o ônibus que faz esse percurso só vai duas vezes por dia, então tivemos que esperar um tempo em Lima Duarte. Aproveitamos para conhecer a biblioteca da cidade, as irmãs que se reencontrariam na viagem aproveitaram para fazer isso e também para fazer um pouco de música enqua...

Tio Bob Ricklefs e a minha cara de pau.

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Em ecologia existe um pesquisador muito conceituado que é o norte americano Robert Ricklefs, autor do livro "A Economia da Natureza", um livro texto básico em Ecologia, muito bem feito e adotado por vários cursos de Biologia e Ecologia, no mundo todo. O Ricklefs é um dos maiores ecólogos do mundo e é um dos caras que mais produzem trabalhos científicos na área de Ecologia. Ele hoje é um professor phD da University of Missouri, mas sua origem é a cidade da Philadelphia. Além de escrever um dos livros mais bem feitos sobre Ecologia, Robert Ricklefs é uma sensação no meio acadêmico, qualquer site de pesquisa que em que procuro artigos em Ecologia, só dá o Ricklefs bombando, o cara produz muito. Os últimos trabalhos dele tem sido na área de ornitologia, o estudo dos pássaros. Ele já esteve aqui no Brasil, mais especificamente na UFMG. Tudo indica que ele tem um gostinho por nós brasileiros. Em 2008, quando estava cursando na faculdade uma disciplina chamada Ecologia de Ecossiste...

Mirmecocoria todo dia!

Então, é o último semestre em que vou fazer essa pesquisa. A realização é um pouco complicada e o tempo é curto. Desculpe-me caros leitores, mas esse assunto irá aparecer várias vezes aqui no Red Mosquito! Encontrei um artigo que é bem específico para o que eu estou querendo fazer. É um teste da teoria da fuga do predador (maiores explicações vejam posts anteriores) ao longo de um gradiente geográfico maior (quer dizer uma área extensa, uma região). Esse teste foi feito em uma região de portugal e contemplou a interação mutualística das formigas com uma espécie arbustiva chamada Heleborus foetidus . Infelizmente, o teste foi feito numa espécie arbustiva. Como expliquei em outro post, praticamente ninguém no mundo fez esse teste para a interação mutualística que existe entre as formigas e as árvores tropicais. E é por isso que está sendo difícil, são poucas referências e metodologias nas quais se basear para fazer o experimento. Mas esse artigo, de um autor chamado Manzaneda, me t...

Novamente no buraco da formiga

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Oi Galera! Bem, e já se foram sete anos da minha vida nessa luta acadêmica. Esse mês tive que pedir uma extrapolação do prazo máximo de integralização (vergonha!), mas é que como mudei de faculdade foi como se tivesse começado de novo. Estou quase quase terminando, mas uma das coisas que ainda me amarra é a pesquisa com a mirmecocoria. Lembram da relação harmônica (simbiótica) entre as formigas e diversas espécies de plantas? Pois é. Agora é pra valer. Já identifiquei as espécies de formiga e de planta com que vou trabalhar e agora não tem mais volta. Tenho que fazer um experimento que comprove ou refute uma hipótese da Ecologia de Interações, mais especificamente da interação conhecida como Mirmecocoria. Essa hipótese é chamada de Hipótese da Fuga do Predador, uma hipótese que diz que o fato da formiga carregar a semente, protege a semente, garante a germinação e reduz a pressão de predação. Bem, particularmente, eu acho que a hipótese é verdadeira. Se levarmos em consideração ...

VAMOS ENTRAR NO BURACO DA FORMIGA...!

A mirmecocoria, síndrome de dispersão de sementes feita por formigas, uma verdadeira interação mutualistíca onde as duas espécies envolvidas (formigas e plantas) se beneficiam. (Vejam o post = Eu mirmecocorizo, tu mirmecocoriza, elas mirmecocorizam para maiores detalhes) Existe uma hipótese dentro do estudo dessa interação, que diz que o fato da formiga carregar a semente para longe da planta-mãe (que pode secretar compostos secundários que impedem o desenvolvimento das sementes) garante a sobrevivência e germinação da semente e a protege de predadores (besouros, roedores e pássaros). Essa hipótese parece muito plausível,  mas acontece que ninguém comprovou isso ainda. Existem poucos estudos sobre a veracidade dessa hipótese, e os que foram feitos foram feitos com ervas e arbustos e ninguém sabe direito como isso funciona paras as espécies de árvores que são mirmecocóricas! Os vídeos trazem algumas reflexões sobre o assunto! OBS - A Espécie Arbórea, que utiliza a síndrome de disp...

DESCOBERTA DE BACTÉRIA COM ARSÊNICO NO DNA ABRE NOVAS PERSPECTIVAS PARA A BUSCA DE VIDA EXTRATERRESTRE.

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      Uma bactéria que utiliza arsênico, no lugar do fósforo, para compor o DNA, foi encontrada em um lago salgado da Califórnia por cientistas da NASA. O arsênico é um elemento tóxico para a maioria dos seres vivos, que, no modo como os conhecemos são compostos por seis elementos básicos: carbono, oxigênio, nitrogênio, enxofre, fósforo e hidrogênio.     Até essa descoberta recente, as pesquisas e explorações em busca de vida em outros planetas foram feitas sempre com intuito de procurar esses  seis elementos, que são essenciais para a composição da vida como conhecemos. O arsênico é um elemento químico muito próximo do fósforo na tabela periodíca, que geralmente é utilizado para compor a molécula de DNA, no núcleo das células dos seres vivos e também compõe o ATP, a "moeda energética" da célula. A GFAJ-1 (esse é o nome com que batizaram a bactéria "venenosa"), essa bactéria em forma de feijão formando colônias aí em ...