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Mirmecocoria - na reta final

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Bom, estou há dois anos quebrando a cabeça,  buscando um método que comprove a hipótese da fuga do predador para espécies arbóreas que realizam a síndrome de dispersão do tipo mirmecocórica. A literatura ecológica diz nessa hipótese, basicamente, que o fato das formigas carregarem as sementes para longe da planta parental diminui a pressão por predadores (besouros, no caso específico da planta com que trabalho) e garante a germinação da semente. Estou trabalhando com uma espécie arbórea pioneira, bastante comum nas matas ciliares de estados centrais brasileiros como MG, RJ, SP, DF, GO, MT, MS, a Croton urucurana. A Croton urucurana é uma espécie relativamente fácil de se trabalhar, já que ela é generalista, ocorre em todo lugar. Suas sementes são  minúsculas e contêm uma pequena camada lipídica, chamada elaiossomo, que é aproveitada pelas formigas dispersoras como alimento. Acontece que essa hipótese da fuga do predador foi raramente testada em plantas que realizam essa sí...