Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Ecologia de Populações

O PECULIAR AMOR DOS CORAIS

Imagem
Deve ser bem difícil cortejar o sexo oposto quando se é séssil, o que explica o porquê dos pólipos - as menores criaturas cujos exoesqueletos formam corais - não se reproduzirem por acasalamento direto. Ao invés disso, eles lançam  milhões de espermas e óvulos no mar, onde essas células reprodutoras ficam a deriva até atingir a superfície do oceano, se colidir e formar larvas que flutuam oceano afora para formar novos recifes de coral. Pólipos podem não ser muito exigentes quando buscam um par, mas são defensores ferrenhos e bons observadores da passagem do tempo. Os pólipos em um recife de corais lançarão seus óvulos e espermatozóides simultaneamente em rajadas eufóricas apenas uma, ou talvez algumas, noites consecutivas no ano - e eles costumam fazer isso muito rapidamente após o por-do-sol em tardes das quais a noite que se seguirá será de lua cheia. Os cientistas estão agora começando a solucionar o mistério dessa façanha de lançar simultaneamente óvulos e espermatoz...

Colisão de Asteróides!

Imagem
Olá leitores! Muito bem, um certo professor aí das Ecologias resolveu casar e largou o impacto do asteróide no último momento! Não deu nem tempo pra civilização terráquea se preparar! Mísseis? Não, boicote! Queremos mais prazo. Enquanto a civilização terráquea se prepara para receber o impacto do Fernando Azevedo, deixa eu fazer uma tradução prévia do texto que estamos trabalhando em aula. Não sei a data de publicação do texto que tenho em mãos, mas se for recente, no dia 13 de Junho um asteróide gigantesco, conhecido como 2007 XB10, com um diâmetro de 1,1 kilômetros - e o potencial para causar um dano de proporções globais - passará muito próximo da Terra, a uma distância de 10.6 milhões de kilômetros, o equivalente a 27 vezes a distância da Terra à Lua! A muitos anos que na História da Terra, não surge um asteróide gigante, que possa reescrever nossa história (geológica e cultural também!). A má notícia é que nos próximos 200 anos podemos esperar que pequenas rochas explo...

Ecologia de Populações - OS GIGANTES PERDIDOS

Imagem
Aids, o mamute pegou AIDS!!! Pegou AIDS nada, coitado, pois o HIV nem existia há cerca de 13.000 anos, quando os mamutes se extinguiram. Membros de um grupo que habitou as Américas há mais de 15.000 anos atrás, junto com as preguiças e outros mamíferos gigantes, os mamutes, que são os acestrais dos elefantes, compunham um grupo conhecido por megafauna. Os mamutes eram bastante parecidos com os elefantes modernos, mas tinham o corpo recoberto por pelos, eram herbívoros e tinham um grande par de marfins. Existem teorias controversas sobre o que ocasionou a extinção dessa espécie. Uma das teorias já faz uma associação ao ser humano, atuando na extinção de espécies desde de 13.000 anos atrás. Existe uma cidade mexicana chamada Clovis, onde foram encontrados artefatos e fósseis de homens das cavernas que, acredita-se, foram os primeiros habitantes das Américas.  Esses homens conhecidos por Povo de Clovis, vieram da Sibéria, atravessaram o estreito de Bering e desceram o continente, ...

ECOLOGIA DE POPULAÇÕES - Predação e Antipredação

Imagem
Ecologia de Populações é uma parte da Ecologia que analisa os processos ecológicos a partir da unidade ecológica que chamamos de populações - simplificadamente, um conjunto de indíviduos de uma mesma espécie habitando uma determinada área. PREDAÇÂO - A predação é uma interação ecológica que dizemos ser positiva para uma espécie e negativa para outra. Essa interação funciona como um regulador populacional, se não houvesse predação, as populações cresceriam de maneira descontrolada. Além da predação "clássica" - leões comendo herbívoros, gaviões comendo roedores, cobras comendo sapos, etc, existem outras formas de predação mais discretas, como a herbivoria e o parasitismo. A coisa funciona mais ou menos como uma dança, uma população depende de outra. Assim sendo, se houve evolução da predação, as espécies predadas também desenvolveram estratégias para evitar a predação. Uma dessas estratégias é conhecida como coloração de advertência. Um exemplo clássico são os anuros veneno...