O PECULIAR AMOR DOS CORAIS
Deve ser bem difícil cortejar o sexo oposto quando se é séssil, o que explica o porquê dos pólipos - as menores criaturas cujos exoesqueletos formam corais - não se reproduzirem por acasalamento direto. Ao invés disso, eles lançam milhões de espermas e óvulos no mar, onde essas células reprodutoras ficam a deriva até atingir a superfície do oceano, se colidir e formar larvas que flutuam oceano afora para formar novos recifes de coral. Pólipos podem não ser muito exigentes quando buscam um par, mas são defensores ferrenhos e bons observadores da passagem do tempo. Os pólipos em um recife de corais lançarão seus óvulos e espermatozóides simultaneamente em rajadas eufóricas apenas uma, ou talvez algumas, noites consecutivas no ano - e eles costumam fazer isso muito rapidamente após o por-do-sol em tardes das quais a noite que se seguirá será de lua cheia. Os cientistas estão agora começando a solucionar o mistério dessa façanha de lançar simultaneamente óvulos e espermatoz...